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EDUCAÇÃO E CULTURA NOS CANTEIROS DO RIO DE JANEIRO

O Escola na Obra oferece conteúdos da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental e concede certificação do MEC

A construção civil sempre foi um dos setores com alto índice de analfabetismo. Em 2009, cerca de 1% dos trabalhadores eram considerados analfabetos e menos de um quarto deles tinha ensino médio completo*. Diante dessa situação, empresas e entidades ligadas ao segmento têm promovido, em todo o País, programas de alfabetização e aperfeiçoamento educacional como forma de reduzir esse cenário histórico da mão de obra empregada nos canteiros.

Atuando de maneira significativa para melhorar o cenário em sua cadeia de valor, a Even entende que a educação de seus colaboradores e profissionais terceirizados é um tema prioritário. Entre os programas que a empresa mantém está o Escola na Obra. A iniciativa oferece conteúdos da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental e concede aos colaboradores e fornecedores de serviços participantes certificação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e SESI.

Lançado em 2008 em São Paulo – e com mais de 600 alunos formados – o programa foi implantando em duas obras no Rio de Janeiro em 2015. Em parceria com uma empresa especializada em educação para adultos, as aulas têm uma metodologia que busca inserir o aprendizado no dia a dia dos alunos, além de introduzir aspectos culturais e artísticos, incluindo jornais, revistas e obras de arte nas aulas. “Nosso objetivo é fazer com que eles tenham mais interesse nas aulas e possam relacionar tudo o que aprendem ao seu cotidiano. É uma maneira de motivá-los e de evitar a evasão, já que as aulas acontecem nas obras, mas em horários fora do expediente”, afirma Daniela Boiteux Duarte, gerente de Recursos Humanos. Para marcar o fim das aulas na obra Luar do Pontal, a Even promoveu uma visita dos formandos ao Museu Casa do Pontal, considerado um dos maiores museus de arte popular brasileira. “O passeio ao museu é uma forma de mostrar como o aprendizado está integrado e como todos podem ter acesso e apreciar arte e cultura. É um estímulo para que eles continuem a estudar”, destaca Daniela.

 

*Fonte: Sinduscon