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A FORÇA DAS MULHERES NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Em um mercado de trabalho até pouco tempo dominado por homens, os empregos no setor da construção civil deixaram de ser exclusividade deles. É cada vez mais comum encontrar muitas mulheres trabalhando em diferentes funções nos canteiros de obras (pedreiras, engenheiras, técnicas em segurança do trabalho, instaladoras, funções administrativas, ou no comando das empresas).

De acordo com o Sinduscon-SP, são vários fatores que contribuem para o aumento da presença feminina em construções e reformas: a falta de mão de obra masculina qualificada, o aumento da demanda na área, a oportunidade de melhorar a renda e a qualidade de execução do trabalho. Dados do Ministério do Trabalho e Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostram que entre os anos 2002 e 2012 a participação feminina na área da construção civil aumentou 65%. Nesse período, o crescimento anual médio foi de 20% de participação de mulheres – aumento que se deve principalmente ao intenso desenvolvimento da construção civil e à consequente demanda por mão de obra. Com a explosão do setor, cresceram também as ofertas de capacitação profissional para mulheres, aumentando o número de trabalhadores mais qualificados – o que permitiu uma mudança no cenário da mão de obra da construção civil.

A caminho do equilíbrio

Atualmente, mesmo com a retração do mercado, construtoras, empreiteiras  e empresas do setor continuam interessadas  em expandir a mão de obra feminina nos canteiros de obra pelo diferencial que as mulheres incorporam ao trabalho.

Nos últimos três anos, o percentual de mulheres na Even aumentou 24%. Atualmente, as mulheres representam um total de 36% entre todos os colaboradores, incluindo escritórios e canteiros de obras. “Para a Even, valorizar a diversidade é uma forma de multiplicar conhecimento e oportunidades, por isso buscamos ter cada vez mais mulheres ocupando todos os tipos de cargos”, afirma Renata Donato, gerente de RH da Even.